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Quarta, 19 Março 2014

Mar Aberto, em Arembepe, e Bar do Souza, na Praia do Forte: pra ver o mar

Praia do Forte

Um dos programas que gosto de fazer quando estou no litoral do Nordeste é comer em bares e pequenos restaurantes à beira-mar. Nem sempre a comida é digna de nota, mas são lugares que revelam um modo de comer particular das praias brasileiras e costumam representar a oportunidade de experimentar coisas que dificilmente encontramos fora das mesas do litoral. No mais, é sempre um bom pretexto para a prática de um dos meus grandes prazeres na vida: ver o mar. Foi o que fiz nos dois endereços que dão título a esse post.

Ao Mar Aberto, em Arembepe (vilarejo a meio caminho entre Praia do Forte e Salvador), cheguei por recomendação de uma amiga baiana. A varanda nos fundos do restaurante emoldura a praia da vila. Poderia passar horas observando aquele cenário, recebendo a bem-vinda brisa que invadia o restaurante.

Mar Aberto Arembepe

Mar Aberto Arembepe

Mar Aberto Arembepe

Começamos com as incontornáveis lambretas. Infelizmente, faltava-lhes sabor.

Mar Aberto Arembepe

Melhor sorte tivemos com a porção de puã, como são chamadas ali as patinhas de caranguejo.

Mar Aberto Arembepe

Bom mesmo estava o bobó de camarão. Trata-se de uma das minhas predileções e estava realmente benfeito. Diferente do que aconteceu com as entradas, o prato conseguiu disputar com o mar nossa atenção.

Mar Aberto Arembepe

Na filial do Bar do Souza, que funciona dentro do centro de visitantes do Projeto Tamar, na Praia do Forte, come-se com os pés na areia, diante de um cenário inspirador.

Bar do Souza Praia do Forte

Bar do Souza Praia do Forte

A única referência que eu tinha do bar eram os famosos bolinhos de peixe, que chegaram na companhia de um delicioso suco de mangaba. Gostosos, de fato, mas o melhor viria em seguida.

Bar do Souza Praia do Forte

Bar do Souza Praia do Forte

A montanha de pititinga frita me traria um dos momentos mais prazerosos à mesa neste começo de ano.

Bar do Souza Praia do Forte

Não sei se foi apenas o fato de os minúsculos peixes estarem tão crocantes e saborosos. Desconfio que a chuva fina, seguida daquela luz ímpar pra qual ainda não inventaram adjetivos, e, ainda, o bônus de um tímido arco-íris tiveram uma parcela de contribuição na felicidade que se instalou em nós naquela tarde.

Bar do Souza Praia do Forte

 

Mar Aberto - Largo São Francisco, 43 - Arembepe – Bahia

http://www.marabertorestaurante.com.br/

Bar do Souza – Dentro do Projeto Tamar, na Avenida Farol Garcia d’Ávila s/n – Praia do Forte - Bahia. Matriz na Avenida ACM s/n.

 

Domingo, 09 Março 2014

Pipo: não me enganei

Pipo Felipe Bronze

Em julho do ano passado, contei aqui do meu entusiasmo a respeito do Pipo, segunda casa do chef Felipe Bronze, então recém-inaugurada. Não foi sem certo receio que o fiz. Afinal, o lugar tinha apenas uma semana de vida e eu havia estado lá uma única vez. O fato é que saí dali com a impressão de estar diante de uma das melhores novidades entre as recentes inaugurações no Rio de Janeiro. Hoje, depois de ter voltado quase uma dezena de vezes, eu diria que não me enganei.

Numa cidade onde é tão fácil pagar caro pra comer mal, eu me animo cada vez menos a arriscar. Confesso que ando cansada de comer em vão. Como consequência disso, às vezes me vejo andando em círculos, percorrendo sempre a mesma meia dúzia de endereços onde saiba serem pequenas as chances de decepção. O Pipo rapidamente passou a fazer parte dessa lista.

Vou poupá-los de repetir tudo o que já tinha dito sobre o conceito da casa. Limito-me a comentar o que tenho comido por lá. Quase sempre, cumpro o mesmo ritual: peço uma Summer Ale, eventualmente uns pastéis, e então me concentro nos sanduíches, que me parecem o maior acerto do cardápio.

Além do Mc Pipo e do Cervantes, de que já tinha falado no post anterior, há o Camarones, o Ostrix e o De Panela. O primeiro traz camarões em ponto perfeito, maionese de gengibre e abacate.

Pipo Felipe Bronze

O Ostrix ameaçou minha predileção pelo Cervantes. Um pão de milho acomoda crocantes ostras fritas, maionese de ostras, limão confit e cebola roxa, numa combinação infernal. Bem, ao menos era assim até mês passado. Há poucos dias, soube que o sanduíche sofreu algumas mudanças. Sou da opinião de que não se mexe em time que está ganhando, mas, se era pra mudar, espero que tenha sido pra melhor.

ostrix pipo

O De Panela homenageia um clássico de botequim, o bom e velho sanduíche de carne assada. Imagino que a carne desfiada que chega na companhia de pão de leite, aïoli e picles de pepino não seja propriamente assada, mas o que me importa é que a versão do Pipo é deliciosa. Desde que a experimentei, entrou no páreo, ao lado do Ostrix e do Cervantes. Difícil dizer de qual dos três gosto mais. É dessas disputas acirradas, que só se definem no photochart.

Pipo Felipe Bronze

Na última visita, quebrei a rotina por um bom motivo. O almoço executivo, em cartaz de segunda a sexta, me fez deixar de lado os sanduíches. Por R$55,00, a fórmula inclui entrada (salada ou pastéis) e um dos PFs, abreviação de “Pratos do Felipe”, uma brincadeira que alude aos pratos substanciosos dos botecos cariocas, que ali ganham livres versões do chef, ao propor sua abordagem de clássicos como bife a cavalo, arroz de polvo e carne assada com arroz, feijão e farofa. Por R$65,00, a fórmula inclui uma das sobremesas do cardápio, que não considero exatamente o forte da casa.

Pipo Felipe Bronze

Tentei ser elegante e optar pela salada verde com tomates, mas é claro que acabei avançando nos pastéis da outra metade da mesa. A menos que o leitor tenha um tremendo autocontrole, não aconselho cometer tamanha bobagem. Os pastéis da casa são ótimos, especialmente os de carne seca com palmito pupunha e pimenta biquinho, e não merecem a substituição por salada.

Pipo Felipe Bronze  Pipo Felipe Bronze

Já quanto aos PFs, meu lado da mesa foi mais bem-sucedido. Do lado de lá, bife a cavalo, que eu temia ter o mesmo destino dos pastéis e terminar numa disputa de garfos. Não foi o caso. O prato era correto, não mais que isso.

Pipo Felipe Bronze

Nada faria sombra ao soberbo arroz de polvo sobre o qual recaiu minha escolha: polvo tenro, arroz úmido, aïoli saboroso. Uma beleza.

Pipo Felipe Bronze

O prato, que agora está também no cardápio permanente da casa, é das melhores coisas que comi ali.  Por ele, serei capaz de quebrar meu ritual mais vezes.

 

Pipo - Rua Dias Ferreira 64 – Leblon

http://www.piporestaurante.com/

Terça, 25 Fevereiro 2014

A Queijaria, em São Paulo

A Queijaria

Apesar das propaladas mudanças na legislação que regulamenta a circulação de queijos artesanais no país, a verdade é que ainda é mais fácil fazer chegar às nossas mesas bons queijos estrangeiros do que exemplares brasileiros produzidos com leite cru. Há uma longa estrada a percorrer até que se tire da obscuridade os bons produtores artesanais espalhados pelos rincões do país, que enfrentam uma árdua luta contra a falta de conhecimento dos legisladores brasileiros e a falta de cultura do mercado consumidor, como comentei nesse post recente. Mas a esperança de dias melhores se renova diante de iniciativas de pessoas que trabalham pra mudar esse panorama. Gente como Bruno Cabral, da empresa Mestre Queijeiro, e Fernando Oliveira, proprietário da loja A Queijaria, inaugurada em São Paulo no ano passado. Esta última é o assunto do post de hoje.

A Queijaria

Aproveitei a última passagem por São Paulo pra fazer uma visita à loja. Em suas prateleiras, há apenas queijos brasileiros, grande parte deles produzida com leite cru. É merecedor de todos os aplausos o esforço empreendido ali no sentido de jogar luz no trabalho realizado por nossos artesãos. A Queijaria faz muito por eles, mas faz também por nós, consumidores, ajudando-nos a conhecer melhor o que o Brasil tem a nos oferecer e, como consequência, relativizar o discurso que muita gente aprendeu a repetir sem questionar: “Se quiser bom queijo, busque fora, pois no Brasil não há”. Entendam bem, não estou aqui pregando ufanismo. Quem quer que tenha a oportunidade de frequentar boas lojas de queijos no exterior sabe que temos muito a evoluir, inclusive, insisto, no que diz respeito à cultura do consumidor brasileiro. Mas há muita coisa boa sendo feita no país. Por que não ter pelo que é produzido aqui a mesma curiosidade com que nos lançamos a experimentar o que é feito na França ou na Itália?

A Queijaria

A Queijaria

A Queijaria

Nessa minha primeira visita à loja, além de trazer um Canastrinha do Zé Mário, que há muito já frequenta minha mesa, descobri uma pérola que ainda não conhecia: o queijo Catauá, produzido em Coronel Xavier Chaves, Minas Gerais. Se lamentei ter levado tanto tempo pra descobri-lo, por outro lado, agradeci ter encontrado quem me tirasse da ignorância com relação a esse belo exemplar da queijaria brasileira. 

A Queijaria

O que lamento de verdade é não ter por perto uma loja como A Queijaria pra me conduzir a outras joias que, como o Catauá, mereçam ser descobertas. Mas, embora eu não seja propriamente uma otimista convicta, saí dali confiante no surgimento iminente de mais lojas como esta.

A Queijaria - Rua Aspicuelta, 35 - Vila Madalena – São Paulo

https://www.facebook.com/aqueijaria

Sexta, 21 Fevereiro 2014

Mercados no Peru: Surquillo, em Lima, e San Pedro, em Cusco

Mercado de Surquillo

Quando contei aqui sobre minha recente viagem ao Peru, omiti um importante capítulo: os mercados. Perdoem a falta grave.

Na passagem por Lima, não havia como não programar uma visita ao famoso mercado de Surquillo. Uma beleza o colorido dos ajís e rocotos, das muitas frutas (chirimoya, lucuma, tumbo, pepinos) e das bancas de peixes e frutos do mar. Mercados são sempre uma boa forma de conhecer melhor a cultura de um lugar. O de Surquillo foi, além disso, uma oportunidade de me familiarizar um pouco com alguns alimentos estranhos ao meu repertório, com os quais eu inevitavelmente cruzaria nas mesas da cidade.

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Mercado de Surquillo

Já em Cusco, tomei o rumo do Mercado Central de San Pedro, que, de algum modo, me remeteu ao espírito do Mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará. Não espere grande organização e assepsia. É meio desordenado, nem tudo é limpo, mas a vida fluindo entre suas bancas faz daquela uma bagunça boa de testemunhar – exatamente o que sinto quando estou no famoso mercado de Belém.

Mercado Central de San Pedro

Além de uma infinidade de tipos de milhos, grãos e batatas, há muitas bancas de frutas, onde se pode pedir um suco batido na hora, como eu fiz. Sem falar nas seções de carnes, que são uma verdadeira aula de anatomia de aves e suínos.

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Achei particularmente interessantes os tipos das vendedoras: suas tranças, seus chapéus, as roupas coloridas. Aliás, os trajes das mulheres na região de Cusco, mesmo as mais humildes, conferem a elas uma beleza e uma elegância muito peculiares.

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mercado Central de San Pedro

Mesmo que você não seja aficionado por comida, eu diria que uma visita ao Mercado Central de San Pedro é programa fundamental se estiver de passagem por Cusco.

 

Mercado nº1 de Surquillo - Avenida Paseo de la Republica
(próximo ao cruzamento com Ricardo Palma) - Lima

Mercado Central de San Pedro – Calle Cascaparo s/n - Cusco

Terça, 18 Fevereiro 2014

Senzo: a morada de Virgilio Martínez em Cusco

Senzo Cuzco

No restaurante do hotel Palacio Nazarenas, edifício histórico situado numa das mais belas praças de Cusco, o chef Virgilio Martínez, do celebrado restaurante Central, em Lima, dedica-se a investigar ingredientes do Valle Sagrado e explorar suas possibilidades. Se a premissa de catalogação e experimentação não se distancia de sua proposta na capital, a morada cusquenha revela evidente propósito de conexão mais estreita com a região em que se encontra. Quanto à abordagem da cozinha, em quase nada me pareceu se assemelhar às complexas concepções de pratos e inspiradas soluções estéticas que o chef exibe em seu primeiro restaurante. Ao menos, no horário de almoço, quando não há a opção de menu degustação.

Senzo Cuzco

No silêncio cortante de um salão absolutamente vazio, comandado por serviço um tanto formal, iniciamos o percurso com um couvert que trazia mousse de tarwi, manteiga, sal de Maras e cacau, ao lado de pães que não eram maus, mas ficaram aquém da expectativa - não havia como evitá-la diante da lembrança dos excelentes pães que nos foram servidos no Central.

Senzo Cuzco

A boa salada “Punto 0” trazia alface, quinoa negra, milhos tostados, pedacinhos de bacon, tomates e cebolas crocantes.

Senzo Cuzco

Em seguida, uma gostosa entrada que combinava batatas secas ao sol com queijo andino, ají amarillo e flor de abobrinha.

Senzo Cuzco

A refeição subiu um tom com a alpaca defumada com palo santo. Ponto perfeito, carne saborosa. O arroz de choclo que nos foi recomendado como acompanhamento não era digno de nota.

Senzo Cuzco

Seguimos na ascendente com a sobremesa: nacos de chirimoya, levíssimo doce de leite, pedacinhos de ameixas, chia hidratada e papel arroz. Deu vontade de pedir bis.

Senzo Cuzco

Ao fim e ao cabo, ficou-me a impressão de uma cozinha que, se não decepciona, também não entusiasma. Um bom restaurante, que, no entanto, não me pareceu valer o que custa nem sustentar o prestígio que o nome do chef lhe confere.

 

Senzo - Palacio Nazarenas - Plaza Nazarenas 144 – Cuzco

http://www.palacionazarenas.com/web/onaz/cuzco_restaurant.jsp

Terça, 04 Fevereiro 2014

A importância do bolo

“Por que você gosta tanto de sair pra comer bolo?” Volta e meia o marido me lança essa pergunta, diante do convite que lhe faço com mais frequência do que aconselharia minha nutricionista. Dia desses, pra responder à sua recorrente indagação, tomei emprestadas as palavras de Antonio Prata na crônica “Time is Honey”. Em poucas linhas, o cronista define minha relação com o bolo melhor do que eu jamais conseguiria fazer:

“Podem privatizar a telefonia, as estradas, as siderúrgicas. Mas não toquem no bolo! Ele não precisa de eficiência. Ele é o exemplo, talvez anacrônico, de um tempo que não é dinheiro. Um tempo íntimo, vagaroso, inútil, em que um momento pode ser vivido no presente, pelo que ele tem ali, e não como meio para, com o objetivo de.

Engana-se quem pensa que o bolo é um alimento. Nada disso. Alimento é carboidrato, é proteína, é vitamina, é o que a gente come para continuar em pé, para ir trabalhar e pagar as contas. Bolo não. É uma demonstração de carinho de uma pessoa a outra. É um mimo de avó. Um acontecimento inesperado que irrompe no meio da tarde, alardeando seu cheiro do forno para a casa, da casa para a rua e da rua para o mundo. É o que a gente come só para matar a vontade, para ficar feliz, é um elogio ao supérfluo, à graça, à alegria de estarmos vivos.”

Estou sempre em busca de exemplares que me inspirem essas pausas vagarosas, inúteis, sem outro fim que não o de celebrar a a vida. Compartilho aqui alguns dos que fizeram isso por mim nos últimos meses.

O bolo inglês com limão da Dona Laura Góes, da Pousada da Alcobaça. Companheiro de quase todas as xícaras de café que já tomei naquele lugar tão especial. Uma homenagem à simplicidade.

O delicioso bolo formigueiro do restaurante Volta, pelo qual desenvolvi especial apreço. O balcão de doces na entrada da casa é um convite a muitas pausas. Tem bolo de laranja e até o bom e velho bolo xadrez, mas o formigueiro é imbatível.

O bolo de laranja da amiga – e doceira de mão cheia – Lena Gasparetto. Não está à venda, mas a boa notícia é que a receita é compartilhada no blog dela. Lena consegue a proeza de fazer um bolo de laranja melhor do que aquele que minha avó fazia pra mim quando ainda tinha forças pra estar na cozinha.

O Bolo do Dia, em cartaz diariamente na Bel Trufas. Desde que o descobri, dificilmente atravesso duas semanas sem uma investida. Sempre fresco, traz várias camadas de ótima massa e outras tantas de recheio, cujos sabores variam constantemente. Imagine um daqueles irresistíveis bolos de aniversário numa versão ainda melhor, já que no lugar da pasta americana há uma bela ganache de chocolate amargo. Eu, que sempre procurei meios de fazer com que chegassem a mim os bolos de aniversários infantis sem ter que encarar as agruras das festinhas, encontrei a solução a poucas esquinas de casa.

E se omito a foto do bolo de aipim da minha mãe, merecedor de todas as loas, é porque publicá-la seria covardia com os outros bolos.

 

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