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Quinta, 11 Julho 2013

Pipo, o novo restaurante do chef Felipe Bronze

Pipo Felipe Bronze

O Pipo tem pouco mais de uma semana de vida. Normalmente, eu esperaria mais tempo antes de visitar e emitir opinião. Os primeiros dias de um restaurante costumam ser confusos, convém dar tempo antes de ir. Mas a curiosidade me venceu. Fui e, como gostei do que vi, resolvi contar aqui.

O espaço é absolutamente informal. O enxuto cardápio é uma boa miscelânea, que evoca referências que vão de Belém ao Japão.  Costurando todos esses elementos, o que parece se desenhar ali é uma espécie de boteco moderno. À sua maneira, Felipe Bronze presta uma homenagem ao modo de comer nos bares cariocas. Tem bolinho, pastel, caldinho de feijão, aipim frito, camarão com catupiry. Sem falar na versão do sanduíche do Cervantes, clássico da boemia no Rio de Janeiro – que, nas mãos de Felipe, verdade seja dita, ressurge muito mais gostoso que o original. Extrapolando carioquices, o chef percorre também receitas populares em outras paragens, como o ceviche ou o lobster roll (que imagino tenha sido sua inspiração no sanduíche batizado “club-cavaca”).

Gostei de grande parte do que experimentei nessa primeira visita. E a metade do cardápio ainda não explorada me deixou curiosa o suficiente pra garantir que eu volte em breve.

Os bolinhos de pirarucu com pimenta de cheiro e tucupi talvez tenham sido a única nota destoante. Dispensáveis. O bolinho não tinha gosto de pirarucu e o tucupi no molho de pimenta era imperceptível.

Pipo Felipe Bronze

Os ótimos pastéis de bochecha de boi tinham massa delicada e recheio saboroso.

Pipo Felipe Bronze

O camarão com catupiry é servido em louça que imita a caixinha do queijo. O creme à base de catupiry escondia camarões tenros, preparados com tomate e alho poró. Lúdico e muito gostoso.

Pipo Felipe Bronze

No delicioso McPipo, o pão de milho abraça um ótimo hambúrguer, que chega na companhia de queijo Canastra, picles de maxixe e ketchup de goiaba.

Pipo Felipe Bronze

O sanduíche em homenagem ao Cervantes – que eu já havia experimentado na trilogia “Carioquices”, em cartaz no Oro – traz pão de leite, naco de barriga de porco com crosta crocante, compressa de abacaxi e maionese. Já nasceu com vocação pra favorito.

Pipo Felipe Bronze

Achei as sobremesas um tom abaixo do restante do cardápio. A palha italiana, brigadeiro polvilhado com biscoito francês, nada tinha de especial. Melhor estava o creme de abacate, leve, pouco doce, salpicado de macadâmias caramelizadas.

Pipo Felipe Bronze

Pipo Felipe Bronze

Saí do Pipo feliz. Diante da mediocridade que impera nas fórmulas de boa parte dos estabelecimentos inaugurados recentemente no Rio de Janeiro, é bom ver a cidade ganhar um endereço que fuja à mesmice e proponha algo verdadeiramente interessante.

Pipo – Rua Dias Ferreira 64 - Leblon

 

Segunda, 08 Julho 2013

Taberna da Rua das Flores, em Lisboa

Taberna da Rua das Flores Lisboa

Melhor do que ler bons guias gastronômicos é ter, em alguns cantos do mundo, amigos que compartilhem a paixão que tenho pelo universo das comidas. Em Portugal, conto com um desses, o Miguel Santos. Sujeito em cuja opinião confio de olhos fechados. Não apenas porque sei que, mais do que de restaurantes, ele gosta mesmo é de comida, mas, especialmente, porque é uma criatura sensível e sempre conectada ao que se passa nas mesas do mundo.

Ano passado, num e-mail em que me botava a par da cena gastronômica em Lisboa, Miguel assim me descreveu a então recém-inaugurada Taberna da Rua das Flores: “É completamente o oposto do frémito ‘ver e ser visto’, conforto e baixela de prata que move o mundo. O dono é um estudioso da gastronomia. Anda  toda a gente do ‘métier’ encantada com a simplicidade do que lá se serve”. Bastou pra que se acionasse minha campainha interna. Registrei imediatamente na lista de lugares a não deixar de conferir tão logo voltasse a Lisboa. Fiz bem.

Taberna da Rua das Flores Lisboa  Taberna da Rua das Flores Lisboa

Pegue-se uma antiga mercearia, dê-se novo figurino a ponto de fazer dela uma pequena e acolhedora tasca, sem que, no entanto, a atmosfera do espaço perca a conexão com seu passado. Recupere-se do esquecimento a alma e o receituário das antigas tabernas lisboetas. Subtraia afetação, some caráter. A felicidade da equação é perceptível assim que se cruza a entrada da casa, antes mesmo de os garfos chegarem às bocas.

Taberna da Rua das Flores Lisboa

Taberna da Rua das Flores  Taberna da Rua das Flores

O enxuto cardápio não vai além de uns poucos pratos do dia anunciados na lousa. Nem precisa. Ali, seja no ambiente, no serviço ou na cozinha, logo se percebe que a filosofia é a de que menos pode ser mais.

Taberna da Rua das Flores

Começamos com um delicioso queijo fresco de ovelha, com molho de pimenta dos Açores, enquanto aguardávamos os pratos.

Taberna da Rua das Flores

A meia desfeita de bacalhau era deliciosa em sua imensa simplicidade. Lascas de bacalhau, grão de bico, cebola, ovos cozidos, uma chuva de páprica. Um prato que poderia ter saído das cozinhas de nossas avós portuguesas – com a vantagem de ter, ali, um tanto mais de leveza na execução e de equilíbrio no tempero.

Taberna da Rua das Flores

A mesma alma de comida caseira estava presente nas “iscas com elas”: fígado de vitela em molho de baço com vinho branco, na companhia de batatas, alho e uma folha de louro.

Taberna da Rua das Flores

Pra encerrar, levíssimo pudim de claras com espesso caramelo.

Taberna da Rua das Flores

Havendo rocambole de laranja, não pude evitar. Devorava as fatias douradas e pensava com meus botões que há coisas que só as avós e, felizmente, uns poucos restaurantes, fazem por nós...

Taberna da Rua das Flores

Saí com a certeza de que, vivesse eu em Lisboa, seria assídua frequentadora da Taberna da Rua das Flores.

 

Taberna da Rua das Flores - Rua das Flores, 103 - Chiado

Segunda, 01 Julho 2013

Belcanto: alta cozinha portuguesa por José Avillez

Belcanto José Avillez

Após me acomodar, não precisei de muito tempo pra perceber que o Belcanto é um restaurante que não deve ter muitos pares em Lisboa. Serviço eficiente, extrema atenção aos detalhes e apuro técnico como talvez não tenha visto em outro endereço nessa minha breve passagem pela cidade.

Optei pelo Menu do Desassossego. Em seis cursos, execução impecável de fio a pavio. No entanto, até por estar diante de uma cozinha de excelência, algumas observações me deixaram bastante intrigada em algumas etapas do percurso e me fizeram sair dali com sentimentos conflitantes. Mas vamos por partes.

Na sequência de amuse-bouches, duo de falsas azeitonas – negra em tempura e verde esferificada (recordação da temporada que o chef passou no El Bulli?) –, dry martini invertido (gin esferificado, mergulhado em suco de azeitona), bombom de foie gras em capa de manteiga de cacau, crocante de bacalhau com grão, e os incontornáveis percebes, aqui, com creme de couve flor e água do mar.

Belcanto

Belcanto

Belcanto

Ótimos pães acompanharam a refeição.

Belcanto

Belcanto

O primeiro prato, intitulado “Rebentação”, reproduzia cena marinha: espuma de água do mar com leite de coco, ladeada por frutos do mar, crus ou pouco cozidos, e areia de biscoito de alga. Confesso que fiquei surpresa. Qualquer semelhança com Heston Blumenthal não me parecia mera coincidência...

Belcanto

Como comentei nesse post aqui, acho muito delicada a questão de estabelecer os limites entre influência, inspiração e cópia nas mesas mundo afora, especialmente, no momento atual, em que a informação viaja em assombrosa velocidade. Muitas vezes, somente o tempo, ao colocar as coisas em perspectiva, tem o poder de revelar a dimensão da influência do trabalho de determinados chefs sobre seus pares, sem que se trate, necessariamente, de intenção de plágio e, sim, da natural evolução de ideias. Mas, voltando ao Menu do Desassossego, em “Rebentação”, a conexão com o famoso prato de Blumenthal (“Sound of the Sea”) me soou muito explícita. Considerando o indiscutível talento de Avillez, não posso negar que me intrigou a explicitude.

A “Cavala de escabeche” me fez emergir do estado de reflexão. A delicadeza do peixe contracenava com saboroso creme em que se acrescenta beterraba à base de escabeche. Pipoquinhas de tempura traziam bem-vinda crocância ao prato.

Belcanto

Na “horta da galinha dos ovos de ouro”, ovo em baixa temperatura, envolto em folha de ouro, acompanhado de gostosa farofa de pão frito com tinta de choco. Senti, uma vez mais, ecos de outras mesas.

Belcanto

Em seguida, “Raia – Jackson Pollock”, uma homenagem a uma tela específica do pintor americano. Usando o dripping, técnica consagrada por Pollock na produção de suas telas, o chef recria as cores da obra que o inspirou, através de “tintas” de alho, cenoura, azeitonas verde e negra e tinta de choco. No centro, o peixe: uma manteiga, bordas crocantes, impecável execução. Os molhos, muito saborosos. Lúdico e delicioso, o prato elogiado dentro e fora de Portugal como símbolo do talento de Avillez pareceu-me, inclusive, uma homenagem original. Não era, como me alertou a jornalista Luciana Bianchi nas redes sociais. Curiosa, fui atrás de saber por que mãos já havia sido feita homenagem semelhante. Pesquisando, cheguei ao “Dripping di Pesce”, homenagem do mestre Gualtiero Marchesi a Jackson Pollock. Inevitável voltar às ponderações que me ocorreram diante de “Rebentação”.

Raia Jackson Pollock

Finalmente, leitão da Bairrada revisitado. Perfeito, o leitão. A pele, um biscoito. A carne, úmida, saborosa. Surge na bem-vinda companhia de coração de alface e delicadíssimo molho de laranja. À parte, chips de batata. Pra mim, o melhor prato do almoço. Por ser uma versão bem-sucedida de um clássico. Pela execução perfeita, o equilíbrio dos sabores. Mas também, e especialmente, por não ter vislumbrado ali pretensão não consumada de genialidade, e, sim, genuína intenção de expressar aquilo que está carimbado no DNA do autor: a cultura de sua terra.

Belcanto

Derradeira etapa do menu, o “pastel de nata em mil-folhas”, boa versão de um ícone, tinha massa crocante, recheio delicado e vinha acompanhado de um gostoso sorvete de canela.

Belcanto

Mas ainda tenho dúvida se não devia, no lugar da sobremesa, ter pedido mais um leitão...

 

Belcanto – Largo de São Carlos 10 - Lisboa

http://www.belcanto.pt/

Segunda, 24 Junho 2013

Quinta do Vallado: meu pouso no Vale do Douro

Quinta do Vallado

Elegi a Quinta do Vallado como pouso no fim de semana que passei no Vale do Douro. A quinta que pertenceu a Dona Antónia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, uma das poucas em posse de seus descendentes é, hoje, um dos cinco produtores integrantes da associação conhecida como Douro Boys.

A propriedade estonteante, emoldurada pelos socalcos do Baixo Corgo, abriga uma guesthouse no edifício histórico, de 1733, e um hotel boutique inaugurado em 2012, em cujo projeto o xisto é elemento essencial. Embora a fachada ocre do século XVIII me fale mais à alma, fiquei com o conforto tão século XXI dos quartos do novo hotel. A varanda aberta pra inesquecível paisagem, só ela, já teria valido a escolha.

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Tudo ali evidencia bom gosto, sobriedade, elegância. O belo mobiliário – pudesse, teria trazido comigo todas as cadeiras e poltronas. A integração com o cenário e a inteligência de não pretender disputar com ele. As linhas da moderna adega, concluída no final de 2009. O serviço discreto – em muitos momentos, é quase possível esquecer que se está num hotel e sentir-se em casa. E mesmo detalhes menos perceptíveis, como o ar blasé com que nossa guia na visita à adega e às caves encarou o pedantismo de um americano, dono de loja de vinhos na Califórnia, que nos deu o desprazer de sua companhia.

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Do lado de fora, a propriedade é um convite a longas caminhadas. Além dos quilômetros de vinhas, há oliveiras, laranjeiras e outras árvores frutíferas, de onde sai a matéria-prima pro azeite ali produzido e pras geleias servidas no bom café da manhã.

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Quinta do Vallado

Tão fundamental quanto uma longa caminhada é reservar algum tempo pra se dedicar com afinco a nada fazer – de preferência, na companhia de um dos vinhos produzidos na quinta. Nada além de contemplar a força daquela paisagem que de modo tão peculiar alia a exuberância da natureza ao suor do homem. Agradecer ter olhos pra ver aquilo que o escritor duriense Miguel Torga tão bem definiu como um poema geológico.

Quinta do Vallado - http://www.quintadovallado.com/

 

Quinta, 20 Junho 2013

Cantinho do Avillez, em Lisboa

Cantinho do Avillez

O bistrô de José Avillez em Lisboa é, sem dúvida, uma casa portuguesa. Chamo de bistrô pelo ambiente sem afetação, a cozinha direta e os preços praticados – os pratos mais caros não chegam a 20 euros. Falo de um bistrô moderno, que fique claro. A comida é tratada com simplicidade, no sentido de que não se veem muitos adereços a tirar a atenção do produto, mas são evidentes a sofisticação técnica e a abordagem atual. E embora haja na boa miscelânea do cardápio referências de outras paragens, o que brilha é o acento português, ainda que sejam novas as perspectivas.

As azeitonas galegas do couvert me distraíram a boca enquanto eu amadurecia as escolhas. Os petiscos e pequenas entradas me pareceram particularmente atraentes e neles acabei concentrando grande parte dos pedidos.

Cantinho do Avillez

Comecei o percurso com as empadinhas de perdiz. Massa leve, recheio úmido, saboroso. Deliciosas.

Cantinho do Avillez

Segui com a gostosa frigideira de farinheira em crosta de broa e os camarões à Bulhão Pato.

Cantinho do Avillez

Cantinho do Avillez

O melhor do jantar ainda estava por vir. Os soberbos fígados de galinha salteados com compota de cebola e Porto, em execução perfeita, eram uma manteiga. Daqueles pratos que dão sumiço às palavras. O silêncio se instalou por alguns momentos. Seguiram-se interjeições. Não se trata de apreço à retórica; as linhas que agora escrevo expressam exatamente o que se passou. A satisfação foi tanta que pedimos bis.

Cantinho do Avillez

Estava bom o bacalhau com migas e ovo em baixa temperatura. O problema foi ter vindo depois dos fígados, que tornariam difícil o caminho de qualquer prato que lhes sucedesse...

Cantinho do Avillez

Encerramos, enfim, com avelã em três variações: ótimo sorvete, espuma aveludada, ainda melhor, e uma chuva de avelã ralada pra finalizar. Saibam que a foto, definitivamente, não faz jus à sobremesa.

Cantinho do Avillez

Saí com a certeza de que, morasse eu em Lisboa, a cozinha viva e descomplicada do Cantinho do Avillez me veria com frequência.

 

Cantinho do Avillez - Rua Duques de Bragança 7 – Chiado

http://cantinhodoavillez.pt/

 

 

Domingo, 16 Junho 2013

LX Factory, em Lisboa: comida, diversão e arte.

LX Factory Lisboa

Assim como me encanta a Lisboa dos telhados vermelhos, das paredes de azulejos, das igrejas antigas, dos centenários jacarandás, também me fascina a cidade que se reinventa. Expressão dessa faceta, a LX Factory foi uma das boas surpresas que cruzaram meu caminho nessa última visita.

Instalada numa área antes ocupada por um complexo fabril em Alcântara, além de abrigar escritórios de empresas, é palco de uma série de eventos culturais e acolhe em seus corredores algumas lojas, a livraria “Ler devagar” e uma série de espaços dedicados à gastronomia.

LX Factory Lisboa

LX Factory Lisboa

LX Factory Lisboa

Não tive tempo pra explorá-la como gostaria, mas, do pouco que vi, não tenho dúvida de que seria frequentadora assídua se vivesse em Lisboa.

Quanto às comidas, fiz duas incursões. Uma delas na Landeau Chocolate, pra experimentar a torta que fez fama além-mar e arrebatou entusiasmados elogios no New York Times. Não sei se é pra tanto, mas a torta é, de fato, muito gostosa. Uma base que se assemelha a um brownie sustenta delicada cobertura, algo como uma etérea mousse de chocolate – que me pareceu ter notas de caramelo, embora a vendedora tenha me assegurado que era mesmo só chocolate.

Landeau Chocolate

Landeau Chocolate

Landeau Chocolate

Landeau Chocolate

A outra parada foi o interessante Mercado 1143, dedicado inteiramente a produtos portugueses.

Mercado 1143 LX Factory

Mercado 1143

Mercado 1143

Além de queijos, compotas, conservas, vinhos, azeites, o Mercado tem uma linha de padaria e confeitaria de fabricação própria. Do que experimentei, tudo estava bom: os biscoitos, os pães de Deus, o pão de cerveja e o delicioso pastel de feijão.

Mercado 1143

Mercado 1143

Mercado 1143

Mercado 1143

Mercado 1143

Lamentei não ter tido tempo pra voltar com calma e conhecer o restaurante 1300 Taberna. Fica-me como bom motivo pra retornar em breve. No mais, tenho que confessar que LX me deixou uma pontinha de inveja de Lisboa e uma imensa vontade de que alguém encampe ideia semelhante na minha cidade.

 

LX Factory – Rua Rodrigues de Faria, 103 – Alcântara

http://www.lxfactory.com

Mercado 1143 – Rua Rodrigues Faria 103, Loja A – Alcântara

http://www.mercado1143.pt/

Landeau Chocolatehttp://www.landeau.pt/

 

 

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