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Terça, 24 Setembro 2013

Mistura: a impressionante feira de gastronomia que atrai os olhos do mundo para o Peru

Mistura Peru

Os leitores me perdoem o sumiço. Acabo de voltar de uma viagem ao Peru, onde estive por oito dias. Voltei abismada com a beleza daquela terra: de suas paisagens, de sua gente, de sua cultura (o que, obviamente, inclui sua culinária) e sua história. Mas esses dias me serviram também para refletir sobre o frisson que tem causado a cena gastronômica do país e me questionar se não há certo exagero em apontar a gastronomia peruana como o que há de melhor na América Latina, como vem acontecendo nos últimos anos.

Não sou muito afeita a comparações nem apreciadora da cultuada prática de eleger os melhores nisso ou naquilo. Acho que cada país tem sua expressão particular e há que se buscar o que de melhor cada um tem a oferecer. Considerando que a afirmação do Peru como a melhor cozinha da América Latina tem ganhado status de verdade absoluta, parece-me saudável refletir, questionar. Particularmente, não acho que a gastronomia peruana seja mais rica do que a brasileira por exemplo. Acho, sim, que alguns de seus protagonistas (em especial, o chef Gastón Acurio), juntamente com o governo daquele país, souberam levá-la ao povo - fazendo dela um dos aspectos da reconstrução de sua auto-estima -, bem como difundi-la mundialmente com mais inteligência e muito mais eficiência do que nós, brasileiros, temos feito ao longo dos anos. A feira Mistura é exemplo incontestável disso.

Mistura Peru

Mistura Peru

Mistura Peru

Mistura Peru

Estive na edição de 2013 e saí absolutamente encantada. Talvez nenhum outro evento do gênero no mundo possa ser comparado à expressão que tem feira peruana. Em primeiro lugar, pelo fato de ter como foco a comida, mais do que aulas e discursos de chefs importantes, embora isso, naturalmente, também esteja no “pacote”. Em segundo lugar, por abordar a gastronomia local com tamanha abrangência e alcançando impressionante integração do povo. Embora atraia chefs e jornalistas de toda parte do mundo, trata-se, em última análise, de uma festa do povo. O tempo que passei na imensa fila à espera da abertura dos portões  não me deixou dúvida quanto a isso. Centenas de milhares de pessoas se reúnem numa mistura cuja liga é indiscutivelmente a cultura culinária que compartilham.

Para o estrangeiro, estar ali é tão interessante e divertido quanto é para os peruanos ou até mais. Além do caráter antropológico da coisa, há a vantagem de se ter ao alcance da boca, num só lugar, uma infinidade de sabores que povoam as mesas de norte a sul do país. Eis o que experimentei em uma única tarde.

O ceviche do famoso restaurante Sonia.

Mistura Peru

Mistura Peru

Ají de gallina do El Rincón Que No Conoces.

Mistura Peru

Mistura Peru

O delicioso sanduíche de leitão assado com salsa criolla da sanduicheria La Lucha.

Mistura Peru

Mistura Peru

Arroz con pato a la chiclayana (prato típico da cidade de Chiclayo e da região onde se encontra) do La Picantería, restaurante do chef Hector Solís, um dos meus endereços favoritos em Lima, como contarei aqui em breve.

Mistura Peru

Mistura Peru

Mistura Peru

O leitão pururuca da Caja China e o chancho al palo, talvez as maiores atrações da festa, estavam entre as coisas que eu desejava experimentar. Infelizmente, fiquei na vontade. As filas de mais de uma hora eram desanimadoras. Entram na lista dos muitos motivos pra voltar.

Mistura Peru

Mistura Peru

Mistura Peru

Quanto aos doces, experimentei o incontornável suspiro limeño e, ainda, arroz con leche e mazamorra morada, uma sobremesa à base de frutas e maíz morado. Uma delícia.

Mistura Peru

Mistura Peru

Encerrei minha passagem pelo Mistura com uma generosa porção dos clássicos picarones: roscas gigantes feitas com farinha, zapallo e camote. Fritas na hora, são regadas com mel de frutas ao servir. Um delicioso exagero.

Mistura Peru

Eu abocanhava os picarones, numa felicidade quase infantil, quando os olhos alcançaram a frase no alto de uma das estruturas espalhadas pela feira:

Mistura Peru

Em apenas quatro palavras, tudo estava dito.

 

Mistura Peru - http://mistura.pe/

Tags: Mistura Peru Lima
Quarta, 11 Setembro 2013

Fome de hambúrguer

Gosto de hambúrguer. Minto. Não é que eu goste apenas. Eu adoro um bom hambúrguer. Mas sentia certa dificuldade em encontrar bons exemplares no Rio de Janeiro. De uns tempos pra cá, felizmente, tenho tido boas surpresas.

A primeira delas aconteceu no Irajá, no ano passado. O Irajá burger é, sem dúvida, um dos melhores que comi na cidade ultimamente: carne mal passada, gostoso confit de cebola, ótimo pão. Chega acompanhado de batatas fritas de verdade, é importante dizer.

Irajá

Recentemente, outra boa novidade: o gostoso MCPipo, miniatura do sanduíche, prova que tamanho não é documento. Em cartaz no Pipo, o novo restaurante de Felipe Bronze, traz pão de milho, ótimo hambúrguer, queijo Canastra, picles de maxixe e ketchup de goiaba.

Pipo Felipe Bronze

Desde julho, mais um ganho pros cariocas: o famoso Sudburguer, que fazia aparições eventuais no restaurante da chef Roberta Sudbrack, ganhou dia fixo no cardápio. Toda quarta-feira, o sanduíche entra em cena, como opção ao menu do dia. O hambúrguer suculento, em ponto perfeito, chega acomodado num tremendo pão, feito na casa. No mais, apenas um tantinho de parmigiano, folhas de rúcula e pedacinhos de tomate.

Roberta Sudbrack

A questão é que exemplares como estes, embora tenham trazido alento aos apreciadores do sanduíche, não resolvem o problema de quem lida com uma vontade bem específica: a de matar a fome, não com um hambúrguer “gourmet”, mas com um bom hambúrguer pura e simplesmente. Uma vontade que, quando nos assalta, nem sempre vem acompanhada do desejo de fazer disso o programa de uma noite inteira ou da disposição de pagar por ele R$50,00, R$60,00. Essa, quando bate, só se resolve em uma boa hamburgueria. Coisa difícil no Rio de Janeiro.

A recente inauguração da T.T. Burger, nova empreitada de Thomas Troisgros, renovou minha esperança de ver a cidade, finalmente, ganhar uma hamburgueria verdadeiramente boa.  Estive lá duas vezes nessas duas primeiras semanas de vida e me parece que ainda há ajustes a fazer. O público faminto por seus hambúrgueres esteve muito acima do esperado nesse começo e, naturalmente, as coisas acabaram fugindo ao controle do chef. Mas vejo o lugar como uma boa promessa. E acredito que seja só questão de tempo até que as ótimas ideias por trás do projeto se concretizem inteiramente.

T.T. Burger Thomas Troisgros

O conceito tem assumida inspiração em alguns casos de sucesso fora do Brasil, como o americano Shake Shack. Mas Thomas optou por fazer algo seu e nisso está um dos grandes méritos do sanduíche que ele tem vendido às centenas no novo endereço: um hambúrguer com sotaque brasileiro.

T.T. Burger Thomas Troisgros

A T.T. é samba de uma nota só: há somente uma opção no cardápio, admitindo variações apenas pela exclusão ou troca de alguns componentes do sanduíche. Menos pode ser mais e é nisso que Thomas está apostando. A carne é um blend de acém, fraldinha e contrafilé, com gordura de picanha. O pão é de batata doce. No lugar da habitual conserva de pepino, picles de chuchu. O queijo até pode ser gorgonzola, mas a graça é pedir como o chef concebeu: com queijo meia-cura do Sítio Solidão. Fora isso, alface, tomate, cebola e um molho que, além de maionese, ele não revela ao certo o que leva. Nas mesas, há ainda um gostoso ketchup de goiaba.

T.T. Burger  T.T. Burger

Experimentei o hambúrguer pela primeira vez meses atrás, quando ainda estavam em fase de testes da receita. Achei muito gostoso. Muito mesmo. Melhor inclusive do que os exemplares que comi recentemente, nas duas visitas à casa depois de inaugurada.

T.T. Burger

Na primeira delas, achei o molho excessivamente doce. E a cozinha não acertou o ponto da carne: pedi mal passada, veio bem passada. Na segunda vez, uma semana depois, ficou claro que trabalhavam com números acima do planejado. Era longa a espera. Até briga na fila havia. A equipe admitia estar vendendo mais do dobro do que esperava vender. Resultado: não se pode mais escolher o ponto da carne. É o ponto da casa. Gosto da carne mais vermelha do que o ponto em que veio nessa segunda vez, mas, ainda assim, era perceptível que o hambúrguer estava melhor do que o da visita anterior. O sanduíche veio meio feio, bagunçado, sem muito equilíbrio na quantidade de ingredientes, mas muito mais saboroso. Quanto ao molho, agora menos doce, estava mais gostoso.

As batatas chips da casa, sua versão dos salt and vinegar chips, estavam ótimas nos dois dias.

T.T. Burger

Acredito que o único ingrediente de que a T.T. Burger ainda precisa é tempo. Pra reavaliar expectativas, aparar arestas e fazer a engrenagem funcionar à altura do conceito tão bem construído.

 

Irajá – Rua Conde de Irajá 109 – Botafogo

Pipo – Rua Dias Ferreira 64 – Leblon

Roberta Sudbrack – Av. Lineu de Paula Machado, 916 - Jardim Botânico

T.T. Burger – Rua Francisco Otaviano 67 - Arpoador

 

Terça, 03 Setembro 2013

Cervejaria Ramiro: endereço incontornável em Lisboa

Cervejaria Ramiro Lisboa

A famosa marisqueira é uma verdadeira instituição lisboeta. As constantes filas na porta não deixam dúvida a respeito disso. Faz muito tempo que os turistas descobriram o endereço, o que fica evidente nos diferentes sotaques ouvidos no salão. Ali, dividem mesas com dezenas de locais, muitos deles, frequentadores de longa data, que chegam com o pedido na ponta da língua.

Não permita que a estética do salão e a excessiva informalidade do serviço (até briga entre garçons eu presenciei) abalem sua fé no lugar. Ir à Cervejaria Ramiro é um pouco como visitar a casa de um grande amigo, que não vai se preocupar em esconder o vaso feio no canto da sala, nem se importará se você presenciar uma discussão dele com a mulher, mas, certamente, há de trazer à mesa o que tiver de melhor a lhe oferecer. No caso da Ramiro, excelentes frutos do mar, sempre frescos, servidos sem muitos molhos ou acompanhamentos. Sem firula, sem disfarce. A coisa como ela é.

Começamos com uma porção de percebes. Afinal, em Roma, como os romanos.

Cervejaria Ramiro Lisboa

Em seguida, amêijoas à Bulhão Pato. Não foram as melhores que já experimentei, mas estavam gostosas.

Cervejaria Ramiro Lisboa

Então, camarões ao alho e óleo. Tenros, saborosos, impecáveis.

Cervejaria Ramiro Lisboa

E o melhor da noite: soberbos camarões do Algarve.

Cervejaria Ramiro Lisboa

A coadjuvar os frutos do mar, nada além de uma providencial pilha de pães quentinhos com muita manteiga. Nada mais era preciso.

Cervejaria Ramiro Lisboa

A conta? Praticamente o equivalente ao que se pagaria por um prato enfeitado com meia dúzia de camarões excessivamente cozidos em qualquer restaurante da moda no eixo Rio-São Paulo...

 

Cervejaria Ramiro - Av. Almirante Reis, nº 01 - H

http://www.cervejariaramiro.pt/

Quarta, 28 Agosto 2013

Restaurante DOC, no Vale do Douro

Restaurante DOC Rui Paula

Comandado pelo celebrado chef Rui Paula, o restaurante DOC tornou-se parada obrigatória nos roteiros gastronômicos pelo Vale do Douro. Difícil não criar expectativas a respeito de um lugar sobre o qual já havia lido tantas resenhas abonadoras. Mas algo me dizia que o DOC talvez fosse mais fama que proveito. Eis o benefício da baixa expectativa: o que poderia ser um grande tombo, deixou-me apenas os leves arranhões das pequenas decepções, essas para as quais a intuição, de alguma forma, nos prepara.

Restaurante DOC Rui Paula

Uma bela edificação, debruçada de forma dramática sobre o rio Douro. Um cardápio aparentemente bem arquitetado no sentido de uma abordagem atual da cozinha da região. Tudo ali sugere a iminência de uma grande refeição. Não devem ser poucos os que se deixam convencer por esse primeiro impacto, sem avaliar que o que vem em seguida é menos do que promete ser. Não que a comida seja de todo má. O problema é que está aquém do que insinua a proposta da casa e, certamente, da fama que ela alcançou. E, pra ser honesta, não me pareceu que eu tivesse simplesmente presenciado um dia menos feliz na trajetória do restaurante – o que, sabemos, acontece nas melhores famílias. Pode ser que eu me engane, mas não acho que tenha sido o caso.

Restaurante DOC Rui Paula

Minha refeição no DOC talvez tenha sido a mais rápida que já vivenciei num restaurante desse padrão – e isso não é um elogio. A impressão que me deixou foi a de um serviço mais apressado que a média e a de uma cozinha em que tudo parecia previamente engatilhado (mais do que o necessário à rotina de um restaurante), com muito pouco feito ao momento. Se a equipe pretendia nos proporcionar uma prolongada e prazerosa tarde, falhou em comunicar a intenção.

Comecei com a chamuça de alheira, acompanhada de cogumelos salteados. Boa massa, recheio gostoso.

Restaurante DOC

Em seguida, o melhor do almoço: arroz carolino com marisco e peixe imperador. Arroz molhado, delicioso. Peixe preparado com delicadeza.

Restaurante DOC

Já o leitão crocante com batata galette foi uma absoluta decepção. Faltava umidade e sabor à carne. A batata não teve melhor sorte. Não gosto de fazer comparações, mas era inevitável traçar relação com o excelente leitão que havia experimentado poucos dias antes no Belcanto, um abismo de diferença.

Restaurante DOC

Não fomos mais felizes com as sobremesas. “O Chocolate e os Frutos Secos” reunia brownie, sorvete de nozes e mousse de pistache. A mousse e o sorvete não eram bons. O brownie era inconcebível. Um pouco melhor, aquela intitulada “A Abóbora e a Canela”: mil-folhas recheado com doce de abóbora, acompanhado de sorvete de canela. A massa era ordinária, o sorvete não chegava a ser digno de nota. Bom mesmo era o doce de abóbora. Descartei a massa e fiquei com ele.

Restaurante DOC

A julgar por meu recente almoço, eu diria que o melhor do DOC é mesmo o cenário único, que há de carimbar a memória de quem quer que visite o restaurante. O que é um bom motivo pra ir até lá, especialmente se, como eu, o leitor não for com grande expectativa. E, embora a beleza da paisagem não seja mérito do chef Rui Paula, não se pode negar que ele soube explorá-la com inteligência.

 DOC  - Estrada Nacional 222 – Folgosa – Armamar

ruipaula.com/

Quarta, 21 Agosto 2013

Casa Aleixo, no Porto

Casa Aleixo Porto

Nos meses que antecederam minha última visita a Portugal, ouvi de muitas pessoas uma mesma recomendação: ”Se vai ao Porto, não deixe de visitar a Casa Aleixo”. Endereço tradicional, o restaurante aborda os sabores da terra de forma simples, franca, sem rodeios. O enxuto cardápio não deixa dúvida quanto a isso.

O salão é agradável e acolhedor; o serviço, simpático. Fomos atendidas pelo próprio dono da casa. Falante que só, trocou conosco uns bons dedos de prosa. Foi divertido ouvir sua opinião a respeito de alguns restaurantes de comida "portuguesa" que são sucesso de público e crítica no Brasil. Arrancou-me boas risadas.

Começamos com bolinhos de bacalhau com salada de feijão frade. Bons, os bolinhos. Massa delicada, embora não muito saborosa. A estrela foi mesmo o feijão: cocção perfeita e tempero equilibrado, que enriquecia a salada sem mascarar seu sabor.

Casa Aleixo Porto

Em seguida, deliciosa alheira grelhada, pedido certeiro naquela região. Gosto tanto do enchido que, qualquer que seja o cardápio em que figure, é sempre difícil resistir.

Casa Aleixo

Para o principal, escolhemos o lombo de porco assado com castanhas. As batatas que acompanhavam estavam muito gostosas, mas tanto a carne como as castanhas podiam estar mais macias. Enfim, não era o forte da casa e se eu não sabia disso era por pura incompetência. Soube depois que sua especialidade é o arroz de polvo e que os iniciados nem consideram pedir outra coisa ali. Eu que durma com essa.

Casa Aleixo

Com a sobremesa, a refeição reencontrou o tom. Uma soberba fatia de pudim Abade de Priscos iluminou nossos rostos – aquela luz que antecede momentos de revelação. Já tinha experimentado o doce em algumas ocasiões, mas nada se comparava ao exemplar que tinha, então, em minha mesa. De consistência perfeita, na boca era um veludo. O brilho da espessa calda denunciava a precisão de mãos experientes.

Casa Aleixo

Embora mais de dois meses nos distanciem daquela tarde, não há uma só vez que eu encontre a mãe (minha companheira naquele almoço) e não falemos no tal pudim.

 

Casa Aleixo - Rua da Estação 216 - Porto

 

Sexta, 16 Agosto 2013

No Mercado Central de Belo Horizonte

Não concebo ir a Belo Horizonte e não visitar o Mercado Central. Na última visita, tinha o tempo mais farto do que de costume, então, pude percorrer seus corredores sem urgência. Como sempre, aproveitei pra me abastecer de itens de primeira necessidade: queijo, goiabada, doce de leite, de laranja da terra. Aos primeiros sinais de fome, parei no balcão da Comercial Sabiá pra experimentar seu famoso pão de queijo recheado com pernil de porco. Dessas coisas que só Minas Gerais faz por você.

Mercado Central Belo Horizonte

Mercado Central Belo Horizonte

Andei mais um pouco. Quando a fome ameaçava se instalar novamente, tomei o rumo do boteco Casa Cheia e resolvi o problema com uma panela de canjiquinha com lombo de porco defumado, costela, linguiça e espinafre. Um prato que se basta em sua generosidade. Dispensa entrada ou sobremesa. Comida dessas que preenchem vazios que a gente nem desconfiava haver.

Mercado Central Belo Horizonte

Mercado Central Belo Horizonte

Sim, há coisas que só Minas faz por você.

Depois de uns pares de horas amolecendo os ouvidos ao som de esses prolongados, alguns pães de queijo devorados e o calor de um bom prato de canjiquinha, a gente sai se sentindo mais mineiro que a mais mineira das crias daquela terra. Tolice. Como advertia um de seus filhos mais ilustres, ninguém sabe Minas. “Só mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas”.

 

Mercado Central - Av. Augusto de Lima 744 – Centro - Belo Horizonte

http://www.mercadocentral.com.br/

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