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Quarta, 21 Agosto 2013

Casa Aleixo, no Porto

Casa Aleixo Porto

Nos meses que antecederam minha última visita a Portugal, ouvi de muitas pessoas uma mesma recomendação: ”Se vai ao Porto, não deixe de visitar a Casa Aleixo”. Endereço tradicional, o restaurante aborda os sabores da terra de forma simples, franca, sem rodeios. O enxuto cardápio não deixa dúvida quanto a isso.

O salão é agradável e acolhedor; o serviço, simpático. Fomos atendidas pelo próprio dono da casa. Falante que só, trocou conosco uns bons dedos de prosa. Foi divertido ouvir sua opinião a respeito de alguns restaurantes de comida "portuguesa" que são sucesso de público e crítica no Brasil. Arrancou-me boas risadas.

Começamos com bolinhos de bacalhau com salada de feijão frade. Bons, os bolinhos. Massa delicada, embora não muito saborosa. A estrela foi mesmo o feijão: cocção perfeita e tempero equilibrado, que enriquecia a salada sem mascarar seu sabor.

Casa Aleixo Porto

Em seguida, deliciosa alheira grelhada, pedido certeiro naquela região. Gosto tanto do enchido que, qualquer que seja o cardápio em que figure, é sempre difícil resistir.

Casa Aleixo

Para o principal, escolhemos o lombo de porco assado com castanhas. As batatas que acompanhavam estavam muito gostosas, mas tanto a carne como as castanhas podiam estar mais macias. Enfim, não era o forte da casa e se eu não sabia disso era por pura incompetência. Soube depois que sua especialidade é o arroz de polvo e que os iniciados nem consideram pedir outra coisa ali. Eu que durma com essa.

Casa Aleixo

Com a sobremesa, a refeição reencontrou o tom. Uma soberba fatia de pudim Abade de Priscos iluminou nossos rostos – aquela luz que antecede momentos de revelação. Já tinha experimentado o doce em algumas ocasiões, mas nada se comparava ao exemplar que tinha, então, em minha mesa. De consistência perfeita, na boca era um veludo. O brilho da espessa calda denunciava a precisão de mãos experientes.

Casa Aleixo

Embora mais de dois meses nos distanciem daquela tarde, não há uma só vez que eu encontre a mãe (minha companheira naquele almoço) e não falemos no tal pudim.

 

Casa Aleixo - Rua da Estação 216 - Porto

 

Sexta, 16 Agosto 2013

No Mercado Central de Belo Horizonte

Não concebo ir a Belo Horizonte e não visitar o Mercado Central. Na última visita, tinha o tempo mais farto do que de costume, então, pude percorrer seus corredores sem urgência. Como sempre, aproveitei pra me abastecer de itens de primeira necessidade: queijo, goiabada, doce de leite, de laranja da terra. Aos primeiros sinais de fome, parei no balcão da Comercial Sabiá pra experimentar seu famoso pão de queijo recheado com pernil de porco. Dessas coisas que só Minas Gerais faz por você.

Mercado Central Belo Horizonte

Mercado Central Belo Horizonte

Andei mais um pouco. Quando a fome ameaçava se instalar novamente, tomei o rumo do boteco Casa Cheia e resolvi o problema com uma panela de canjiquinha com lombo de porco defumado, costela, linguiça e espinafre. Um prato que se basta em sua generosidade. Dispensa entrada ou sobremesa. Comida dessas que preenchem vazios que a gente nem desconfiava haver.

Mercado Central Belo Horizonte

Mercado Central Belo Horizonte

Sim, há coisas que só Minas faz por você.

Depois de uns pares de horas amolecendo os ouvidos ao som de esses prolongados, alguns pães de queijo devorados e o calor de um bom prato de canjiquinha, a gente sai se sentindo mais mineiro que a mais mineira das crias daquela terra. Tolice. Como advertia um de seus filhos mais ilustres, ninguém sabe Minas. “Só mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas”.

 

Mercado Central - Av. Augusto de Lima 744 – Centro - Belo Horizonte

http://www.mercadocentral.com.br/

Terça, 13 Agosto 2013

Com açúcar, gemas e afeto

Parecem simples as receitas de alguns dos meus doces prediletos. Engana-se, porém, quem pensa que a doçaria portuguesa é um ofício banal, nada além de misturar ovos e açúcar. O delicado equilíbrio que faz a diferença entre exemplares pesados, excessivamente doces, e as pequenas joias que brotam de mãos zelosas é algo difícil de encontrar. Mas vale a pena procurar. Uma visita a Portugal sem essa busca não tem a mesma graça. Eis algumas confeitarias que tornaram melhor minha passagem recente pelo país.

Pastéis de Belém

Volto sempre. Porque tão bom quanto descobrir novos lugares é voltar a endereços familiares e encontrá-los exatamente como os deixamos no último encontro, quase como se estivessem esperando por nós durante todo o tempo em que estivemos longe.

Pastéis de Belém

As filas continuam enormes e os amplos salões, lotados. O que garante constantes fornadas e pastéis sempre frescos. Chegam à mesa com a massa estalando e o cremoso recheio ainda quentinho, pronto pra receber a chuva de canela. Há outros clichês que vale a pena cometer em Lisboa, mas poucos tão gostosos quanto este.

Pastéis de Belém

Doce História

A pequena loja, no entorno do belíssimo Miradouro de São Pedro de Alcântara, reúne em suas prateleiras especialidades de vários cantos do país. Como não são fabricados ali, os doces nem sempre são os mais frescos. Entre os que experimentei, nem todos eram bons, mas por um deles eu seria capaz de voltar todos os dias: as queijadas do céu. A textura do recheio, à base de ovos e gila, ainda não me saiu da memória.

Doce História Lisboa

Doce História Lisboa

Confeitaria da Ponte

Uma pequena linda cidade. Um rio. Uma ponte medieval. De um lado da ponte, um convento do século XVI. Do outro, debruçada sobre o rio, uma confeitaria com mais de oitenta anos de idade. Eu tinha motivos de sobra a justificar um desvio em meu caminho, para uma breve passagem por Amarante.

Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

As vitrines da histórica confeitaria dão vida a clássicos que povoam os manuais da doçaria portuguesa. Diante delas, a vontade era experimentar tudo. A criança que ainda mora na ponta do meu dedo movia-o em todas as direções. Quando me dei conta, já havia mais de meia dúzia de doces em nossa mesa. Minha versão adulta me mandava parar.

Nem tudo o que comi era digno de nota. Gostei muito do que ali chamam papo de anjo: doce de ovos envolto em hóstia crocante, no mesmo formato das barrigas de freira. Também deliciosa era a queijada de amêndoas e gila.

Confeitaria da Ponte Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

Ainda melhores estavam os amarelíssimos papos de anjo – que ali atendem pelo nome de amarantinos. Encerrei a visita com um deles.

Confeitaria da Ponte Amarante

Acomodada na varanda, olhava o rio, a ponte, e ia comendo bem devagar, na tentativa de tapear o tempo e aprisionar a fugacidade do momento.

Confeitaria da Ponte Amarante

 

Pastéis de Belém – Rua de Belém nº 84 – 92 - Lisboa

http://www.pasteisdebelem.pt/

Doce História - Rua Dom Pedro V nº 1 – Lisboa

https://www.facebook.com/pages/Doce-Hist%C3%B3ria/126020717500748

Confeitaria da Ponte - Rua 31 de Janeiro nº 186 - Amarante

http://confeitariadaponte.pt

Segunda, 05 Agosto 2013

Aconteceu na Casa Carandaí, mas poderia ter sido em qualquer outro lugar

Quase três da tarde, entramos na Casa Carandaí e nos dirigimos ao café que funciona nos fundos da loja. Famintos, escolhemos rapidamente nossos pratos e chamamos a garçonete, que anota nossos pedidos. Enquanto aguardamos, observamos a quebra da rotina no salão. A proprietária da casa comandava os esforços da equipe no sentido de reproduzir o cardápio de café da manhã, cujos itens seriam fotografados em seguida, para publicação em uma revista.

Comento com meu marido: “Essa mesa está mais bonita do que a que encontramos no bufê do último domingo, não?” Ele acha graça. Seguimos aguardando e observando a movimentação. Àquela altura, já percebíamos que certa confusão se instalava, não sem motivo, no serviço. Eis que, vinte minutos depois de anotados nossos pedidos, a garçonete, com o constrangimento instalado no rosto, avisa que havia se esquecido de transmiti-los à cozinha. Desculpa-se uma, duas, três vezes. Mas a culpa não era sua.

A proprietária, preocupada em orientar a energia da equipe no sentido de providenciar os detalhes para a produção da reportagem, deixava em segundo plano o atendimento dos clientes ali presentes – muitos deles, provavelmente, frequentadores assíduos, que algumas vezes devem ter pagado por cestas de pães um pouco menos fartas e fatias de bolo um tantinho menos generosas do que aquelas que agora o fotógrafo enquadrava.  

É possível que algumas pessoas vissem o mau atendimento de que fui vítima como um simples acidente de percurso. Até poderia ser. Restaurantes são engrenagens movidas por gente, e gente, cedo ou tarde, falha. Faz parte. Mas, particularmente, vi naquele episódio mais do que um simples acidente de percurso. Vi um sintoma de um problema muito maior, que acomete a cena da restauração no Brasil e no mundo, com raras exceções: parecer tornou-se mais importante do que ser. Mais do que concentrar esforços em fazer bem seu trabalho e, como decorrência disso, ter suas mesas cheias, muitos chefs de cozinha e donos de restaurantes andam mais preocupados em lançar mão de ferramentas que lhes assegurem esse resultado mesmo quando a cozinha e o serviço de suas casas não justifiquem um salão lotado. Ter uma assessoria de imprensa que leve as pessoas certas a seus estabelecimentos. Oferecer refeições em troca de espaço – qualquer espaço, em qualquer veículo. Agradar jornalistas dispostos a vender fantasia a uma horda de leitores que, mais do que comida, quer consumir glamour. Tudo isso, de repente, ficou mais importante do que voltar a atenção para o que se passa em suas cozinhas e seus salões.

Aconteceu na Casa Carandaí, mas poderia ter sido em qualquer outro lugar.              

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Segunda, 29 Julho 2013

Restaurante Trindade, em Belo Horizonte

Trindade Belo Horizonte

Expoente de uma nova geração da gastronomia mineira, o restaurante Trindade extrapola as fronteiras da região em que se encontra. Em seus fogões, comandados por Felipe Rameh e Frederico Trindade, encontram-se muitos Brasis.

Desde a estética do salão até a concepção do cardápio, pareceu-me haver inspiração no conceito adotado por Alex Atala em seu Dalva e Dito, propondo-se um percurso por diferentes vertentes da cozinha brasileira, da moqueca à feijoada, da herança portuguesa aos clássicos de bar, tudo pontuado por memória e afetividade.

Não posso assegurar que a cozinha trafegue por todos os sotaques com a mesma desenvoltura, pois me concentrei no que havia de mais mineiro no cardápio – em Roma, como os romanos. O que posso garantir é que meu almoço ali foi uma das melhores refeições que fiz em Belo Horizonte nos últimos anos.

Os bolinhos de canjiquinha com costelinha estavam bons, embora um pouco secos – talvez pequenos demais pra permitir um bom equilíbrio entre massa e recheio. Muito melhores eram os pastéis de angu recheados com carne. Pastéis de angu estão entre as coisas que jamais consigo evitar se encontro num cardápio. São uma preferência minha e devo dizer que os do Trindade estão entre os melhores que já experimentei: fritura sequinha, massa cremosa, ótimo recheio.

Trindade Belo Horizonte

Trindade Belo Horizonte

Não pude resistir ao clássico frango com quiabo, que, ali, é tratado com rara delicadeza. Tulipinhas de frango – fritas e, depois, cozidas em caldo de frango – contracenavam com quiabos crocantes. Um cremoso angu de milho verde deixava tudo ainda melhor.

Restaurante Trindade Belo Horizonte

Restaurante Trindade Belo Horizonte

Do lado de lá da mesa, um impecável jarret de porco, carne macia e extremamente saborosa, acompanhado do mesmo delicioso angu de milho verde.   

Restaurante Trindade

A seleção de sobremesas não entusiasma. Petit gâteau de doce de leite. Bolinho quente de chocolate e cupuaçu. Taça de sorvete de baunilha com banana e doce de leite. Nada me parecia muito atraente. Ficamos, então, com a segurança da simplicidade: “doces da fazenda” (figo, doce de leite, excelente goiabada, com queijo meia cura) e pudim de leite.

Restaurante Trindade

O pudim acabou sendo uma surpresa pra mim. Olhei pra ele e, de cara, identifiquei duas infrações à minha cartilha do bom pudim de leite (como se sabe, cada brasileiro tem a sua): além de ter furinhos na massa, ostentava uma ameixa no topo. Minutos depois, já despida de minhas certezas, diante do delicioso exemplar, tive que admitir: tratava-se de uma desconcertante exceção.

Restaurante Trindade

Trindade - Rua Alvarenga Peixoto 388 – Lourdes

http://www.trindadebrasil.com.br/

 

Segunda, 22 Julho 2013

“Feitos à mão”: o novo menu de Roberta Sudbrack

Roberta Sudbrack

Frequento o restaurante da chef Roberta Sudbrack há pelo menos cinco anos. Em muitas ocasiões, estive ali a convite; em outras tantas, fui por minha conta. Voltar à casa tantas vezes me permitiu acompanhar a evolução do trabalho daquela que é, pra mim, a melhor cozinheira em atuação no Rio de Janeiro. E me trouxe também a percepção da exata medida em que sua tremenda entrega pessoal tem relação direta com o que se passa à mesa.

Quem a acompanha nas redes sociais, frequenta seu restaurante e é observador o bastante pra notar suas olheiras, sabe que aquela cozinha é quase uma extensão dela mesma. Algo como um terceiro braço, um segundo par de mãos. Às vezes, parece que é como se ela não existisse fora daqueles limites. Fosse eu sua médica, provavelmente recomendaria que fizesse diferente. Como cliente, confesso que, a cada vez que cruzo aquela porta, espero, egoisticamente, que ela esteja na cozinha. Na última sexta-feira, quando lá fui jantar, ela estava. O jantar? Uma das minhas melhores refeições ali nos últimos anos.

Roberta Sudbrack

O menu do dia incluía alguns dos pratos da nova “coleção”, intitulada “Feitos à mão”. A chef me apresentou outros mais ao longo do jantar. Não posso deixar de lembrar que dificilmente o leitor vai encontrá-los, todos, numa só noite. Não apenas porque extrapolam o número de cursos dos menus da casa, mas, especialmente, porque os cardápios mudam diariamente segundo os desígnios do mar, da terra, dos quintais.

 Tem camarão, costela de Kobe, foie gras. Mas tem também fruta-pão, semente de chuchu, patas e antenas de camarão, tucupi, inhame, rapadura. Tudo acomodado sob um olhar que não acolhe o óbvio e que não se parece com nada do que se vê em outras mesas – coisa cada vez mais rara nos dias de hoje. Ali, não se segue modismo, nem se cai na armadilha de servir estereótipos. O Brasil de Roberta Sudbrack não se presta ao consumo irrefletido.

É assim na delicadeza do atum cru envolto em lâmina de fruta-pão com cumaru, mergulhado em consommé de cogumelos marcado pela picância do gengibre. Bem como no intenso sabor do camarão de fumeiro com “favas” de chuchu (na verdade, suas sementes).

Roberta Sudbrack

Roberta Sudbrack

Surpreenderam-me o ovo de codorna pochê sobre ninho de antenas de camarão, pra comer numa bocada só, e o manto de soberbo lardo cobrindo suas patas crocantes e barbas de milho. Ambos os pratos evidenciam a ousadia da chef, sua disposição de sair da zona de conforto e dela tirar também aqueles que vão à sua casa. Já vislumbro mensagens incrédulas de alguns amigos: “patas e antenas de camarão?!”. Não tenho a esperança de que minha retórica vá tirá-los da incredulidade. Só posso dizer que também duvidei. E que o único meio de exterminar a dúvida é experimentar.

Roberta Sudbrack

Roberta Sudbrack

Uma pérola, o bocado em que contracenam a sutil doçura do crocante de fruta-pão e a untuosidade do foie gras. A cereja do bolo é a farinha de banana, que tem sido elemento frequente na cozinha da chef nos últimos anos, mas ainda me desconcerta cada vez que levo à boca.

Roberta Sudbrack

O prato batizado “Mar, terra, quintal” trazia camarões que asseguro estarem entre os melhores que comi ultimamente. Envoltos em finíssimas fitas de palmito fresco e polvilhados com ovo caipira (cozidos e ralados, ou seriam mexidos bem miúdos?). Sentia-se, ainda, uma espécie de sutil aïoli. Brotos e flores arrematavam a inspirada cena. Talvez o melhor da noite.

Roberta Sudbrack

O diálogo entre pato e tucupi ressurge na forma de um delicioso caldo onde brilham o sabor de um, a acidez do outro. Mergulhado nele, um especialíssimo risotto feito com arroz envelhecido, pontuado por pedaços crocantes de aspargos.

Roberta Sudbrack

O miolo de costela Kobe flutua em chá de fruta-pão. Apesar da nobreza da carne e da infernal textura garantida pela gordura, talvez tenha sido o prato menos expressivo do percurso.

Roberta Sudbrack

Enfim, naco de ojo de bife na brasa, em ponto impecável, acompanhado de béarnaise batido à mão e farinha de banana. Também não me arrebatou como arrebataram os demais pratos.

Roberta Sudbrack

Momento especial antecede a sobremesa. O queijo é um Canastra curado por um ano e meio no próprio restaurante. A compota, delicadíssima, é de limão-cravo. A broa é de fubá e, provavelmente, vai estragar você pra todas as outras broas...

Roberta Sudbrack

A rapadura derrete sobre o cremoso arroz de leite, que ganha a surpreendente companhia de um delicioso consommé de cerejas, vertido à mesa.  

Roberta Sudbrack

Com o café, uma bela seleção de rapaduras: melado do Pará em canequinha de barro, rapadura mole, também do Pará, e, ainda, exemplares de Minas Gerais, do Ceará e de Pernambuco.

Roberta Sudbrack

Saí dali feliz, certa de que há muito Brasil para além do exótico e da caricatura. Está aí, pra quem quiser buscar além do óbvio.

 

Roberta Sudbrack - Av. Lineu de Paula Machado, 916 - Jardim Botânico

http://www.robertasudbrack.com.br/

 

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