Pra quem quiser me visitar....
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Terça, 21 Abril 2015

La Guapa, a casa de empanadas da chef Paola Carosella

La Guapa Empanadas

Estive na La Guapa em três ocasiões desde sua inauguração no ano passado. Uma vez na matriz, no Itaim; outras duas na filial recentemente instalada no segundo andar da Livraria da Vila, nos Jardins - cujo ambiente me pareceu mais agradável que o da primeira unidade, o que em muito se deve a um pequeno terraço onde se pode comer longe dos ruídos da cidade.

 As refeições aconteceram em diferentes circunstâncias. Numa das vezes, sozinha e faminta, encontrei nas empanadas resposta a uma necessidade primária. Nas demais, elas foram pretexto pra que eu gastasse um par de horas na boa companhia de amigos. Em todas as visitas, saí convicta da qualidade da comida.

La Guapa Empanadas

A simplicidade da proposta não é justificativa pra que se negligencie o resultado, como acontece em tantas casas do gênero. Não espere pálidas empanadas adormecidas em tristes vitrines. Ali, elas são assadas no momento do pedido, o que é fundamental pra que se perceba a exuberância da massa.

Os recheios são sempre equilibrados e saborosos. Experimentei três tipos: salteña (carne, azeitona, ovo e batata cozida), humita (recheio cremoso de milho verde com queijo) e puacapas (cebolas caramelizadas e queijo derretido). Esta última foi minha favorita, pela delicada harmonia entre a doçura das cebolas e a pimenta do tempero. Mas, acima de tudo, é na massa que a La Guapa se distancia de seus concorrentes: dourada, bordas crocantes, coisa de quem sabe lidar com o fogo. Não me lembro de ter encontrado nada igual no Brasil.

 

La Guapa - Rua Bandeira Paulista, 446 - Itaim Bibi / Al. Lorena, 1731 - piso superior da Livraria da Vila - Jardins

http://www.laguapa.com.br/

Quinta, 09 Abril 2015

Comedoria Gonzales

Comedoria Gonzales

Dia desses, relendo Rubem Braga, eu me perguntava o que sentiria o cronista se viesse fazer um passeio no Brasil de hoje. A reflexão brotou das linhas de uma crônica de 1946, em que ele se referia ao Rio de Janeiro como cidade aflita, onde os problemas urbanos crônicos se faziam agudos e os prazeres eram cada dia mais caros e precários. Quase setenta anos depois, quanto mudou?

As palavras de Braga me revisitaram durante um almoço recente na Comedoria Gonzales, balcão que o chef Checho Gonzales inaugurou há seis meses no Mercado de Pinheiros, em São Paulo. Como que a me lembrar que eu estava diante de algo improvável nestes tempos em que se paga tanto por tão pouco proveito no cotidiano de nossas angustiadas metrópoles.

O espaço é pequeno, está sempre lotado, mas tudo se desenrola com eficiência. No cardápio, comida latina, clássicos das ruas, nem sempre abordados com ortodoxia.  Não é preciso muito tempo pra perceber que o se passa no balcão de Checho é oposto da prática adotada em tantos dos lugares que exploram o filão da comida de rua. Os preços são condizentes com a proposta – coerência é coisa rara, mas ainda há quem pratique – e a execução denota um refinamento que leva o resultado além do que se poderia supor. Quem, no entanto, conhece a trajetória de Checho não se surpreende.

Comedoria Gonzales

Começamos pelos ceviches. Os peixes surgem em marinadas pouco usuais, como manga, açaí ou leite de amêndoas. Optei pela versão com suco de manga, aroeira e sagu de coco. O sagu não me pareceu fazer muito sentido no conjunto, mas a marinada era deliciosa.

Comedoria Gonzales

Seguimos com um gostoso sanduíche de pernil (que devoramos antes que eu me lembrasse de fotografar) e uma porção de batatas-fritas de verdade. Depois disso, uma pamonha de forno e, enfim, uma salteña. A pamonha, de impressionante delicadeza, voltou à minha memória algumas vezes naquele fim de semana. A salteña – se não me engano, único item do cardápio que não é de produção própria – estava fabulosa. Massa excelente, recheio muito saboroso.

Comedoria Gonzales

Comedoria Gonzales

Comedoria Gonzales

Éramos duas pessoas e o valor total da conta, com dois copos do ótimo mate da casa, ficou em torno de R$75,00. O velho Braga não acreditaria.

 

Comedoria Gonzales – Box 85 do Mercado de Pinheiros – Rua Pedro Cristi nº 31-71 – Pinheiros

https://www.facebook.com/puestodecomida

 

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