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Terça, 14 Junho 2016

O café da manhã da Pousada Capim Santo, em Trancoso

Pousada Capim Santo

Acordar na Capim Santo é das melhores coisas que alguém pode fazer em Trancoso. Não só porque a pousada guarda a alma de vilarejo que a exploração turística há muito tenta solapar, mas porque serve o que é provavelmente o melhor café da manhã da região. Uma seleção de bocados que merecem ser saboreados com aquela falta de pressa que só é possível quando se está na Bahia.

Pousada Capim Santo

Sucos, tapiocas, panquecas, bolos, bolinhos de estudante e até empadas. A queijadinha e o bom-bocado de milho verde merecem particular menção: receitas simples, sem mistério, dessas capazes de nos devolver à infância.

Pousada Capim Santo

Pousada Capim Santo

Pousada Capim Santo

Na manhã de despedida de minha mais recente visita a Trancoso, pensei como seria bom despertar com aquele café todos os dias. Logo repensei. Bobagem. É justamente isso que tem tirado muito da graça da experiência de comer fora ultimamente: o empenho dos ditos foodies em fazer de todo café da manhã, todo almoço, todo jantar uma refeição especial. Se todas são especiais, é como se nenhuma fosse. 

Não, não quero o café da Capim Santo todos os dias. Deixo que ocupe o lugar da saudade, que é onde ele deve estar.

 

Pousada Capim Santo – Rua do Beco 55 – Quadrado – Trancoso

http://capimsanto.com.br/trancoso.html

Terça, 24 Maio 2016

Amazonas à mesa: Manaus e Novo Airão

Novo Airão

A véspera do voo havia sido um dia tristíssimo. Pensei em não embarcar, mas desmarcar a viagem daria mais trabalho do que ir em frente e cumprir o planejado. Cheguei ao Amazonas sem fome, sem desejo. Pra minha surpresa, ambos seriam restaurados antes do que eu poderia supor.

A exuberância da natureza e da cultura naquela região relativiza até a dor. Exuberância que os restaurantes locais traduzem com simplicidade. Sorte minha, pois a alma combalida não resistiria a pompa e protocolo à mesa naqueles dias. Na riqueza da cozinha generosa, descomplicada e cheia de sabor, a fome encontraria o caminho de volta.

Foi assim com o farto desjejum dos típicos cafés regionais. Há muitos deles em Manaus e escolhi o CAFÉ REGIONAL NAÍZA apenas por ser o mais próximo ao hotel onde me hospedei durante a rápida passagem pela cidade.

Café regional Manaus

Matamos a sede com sucos de graviola e cupuaçu, enquanto esperávamos pela tapioca de queijo coalho, das melhores que já comi. Só isso valeria por um almoço, mas eu não podia sair sem experimentar o pé de moleque, que ali se trata de uma deliciosa receita de massa puba com castanha, assada em folha de bananeira.     Café regional Manaus

Café regional Manaus

Café regional Manaus

Café regional Manaus

Café regional Manaus

Conforto igual eu encontraria nas muitas refeições que teriam nos peixes e na farinha de mandioca seus grandes protagonistas.

Em Manaus, destaco duas delas. No TAMBAQUI DE BANDA, ao lado do belo Teatro Amazonas, a incontornável banda de tambaqui na brasa foi servida com baião de dois, vinagrete e farofa – ainda pedi à parte uma porção de farinha do Uarini, que eu não sou de ferro.

Tambaqui de Banda

Tambaqui de Banda

No BANZEIRO, casa do chef Felipe Schaedler, houve um inesquecível matrinxã assado, recheado com farinha do Uarini, também acompanhado de baião de dois, vinagrete e ótima farofa, além de uma atordoante porção de banana pacovã frita. 

Restaurante Banzeiro

Restaurante Banzeiro

Restaurante Banzeiro

Já em Novo Airão, no restaurante flutuante FLOR DO LUAR, a costela de tambaqui e o escabeche de tucunaré – na invariável companhia de farofa, vinagrete, baião e banana pacovã – tinham como bônus um cenário único. Não bastasse o prazer de almoçar dentro do rio Negro, fomos presenteados com um inesperado banho de chuva, desses capazes de lavar o que há de mais recôndito em nós.

Restaurante Flutuante Flor do Luar

Restaurante Flutuante Flor do Luar

Restaurante Flutuante Flor do Luar

Restaurante Flutuante Flor do Luar

Restaurante Flutuante Flor do Luar

Rememoro aqueles dias e me pego pensando nas palavras do personagem Tadeus no livro Requiem - uma alucinação, de Antonio Tabucchi: “Todos os medicamentos para a alma são uma porcaria, disse o Tadeus, a alma cura-se com a barriga.”

 

Café Regional Naíza – Avenida Tancredo Neves 220 - Manaus

Tambaqui de Banda – Largo de São Sebastião (próximo ao Teatro Amazonas) - Manaus

www.tambaquidebanda.com.br

Banzeiro – Rua Libertador 102 – Manaus

www.restaurantebanzeiro.com.br

Flor do Luar - Rua Presidente Getúlio Vargas s/n (píer em frente à Galeria Jirau) – Novo Airão

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