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Sexta, 10 Fevereiro 2012

Tiradentes: encontro marcado

Tiradentes

Foi longo o caminho que me conduziu a Tiradentes. Levei três décadas pra chegar. Me pergunto como pude esperar tanto. Mas não lamento o tempo perdido, não. Creio que os encontros têm momento certo pra acontecer. E o meu com Tiradentes não foi menos do que sugeria minha imaginação. O que tem de pequeno tem de comovente aquele pedaço de terra. Beleza de encher os olhos. Do chão de pé-de-moleque ao poético casario. Das igrejas – que fazem a gente querer ser devoto de todos os santos – à imponência do paredão da Serra de São José, eterno vigia da cidade.

Mas, como diria um amigo, “e de comer o que é que tem”? Embora eu tenha encontrado menos apuro do que esperava na média das cozinhas de Tiradentes, não me faltaram bons momentos à mesa. A começar pelo pão de queijo da pousada Brisa da Serra, onde estava hospedada. Comia uns três ou quatro deles toda manhã. Comeria mais, mas achava de bom tom parar por ali. A verdade é que o café da manhã não era digno de nota. Longe disso. Mas os pães de queijo, feitos com queijo bem curado – que é o que, segundo a cozinheira, deixa-os assim, pintadinhos – eram muito bons, especialmente, quando se dava a sorte de encontrá-los recém-saídos do forno. Comê-los diante daquela serra, descortinada pelas janelas e pelos terraços da pousada, era garantia de que o dia começasse melhor.

Pousada Brisa da Serra

Pousada Brisa da Serra

Pousada Brisa da Serra

Pousada Brisa da Serra

Na Estalagem do Sabor, já cheguei com o prato decidido. Deu uma baita vontade de provar o Jiló Preguento (arroz, molho de jiló com quiabo, costelinha e angu) ou o Porco Religioso (costelinha com ora-pro-nóbis, arroz e angu), mas deixei pra próxima. Fui de Mané sem Jaleco, dica de um amigo que sabe das coisas. O tal Mané era um gostoso mexidão: arroz, feijão vermelho, couve, bacon, ovos, cebola, banana e fatias de um lombinho saborosíssimo, com casquinha crocante.

Estalagem do Sabor

Estalagem do Sabor

Estalagem do Sabor

Mesmo depois de comer mais do que o bom senso permitia, não resisti ao doce de laranja da terra. Pra minha surpresa, não era açucarado, coisa difícil em matéria de doces de compota. Uma beleza.

Estalagem do Sabor

Encerrei minha passagem pela cidade no Viradas do Largo, da chef Beth Beltrão. Começamos com incontornáveis pastéis de angu – os recheados com carne eram ainda melhores que os de queijo. Em seguida, frango com quiabo, arroz e angu. O angu estava muito bom. Já o frango com quiabo não me entusiasmou. Melhores estavam a deliciosa linguiça defumada, de fabricação própria, e o tropeiro. Ah, o tropeiro... Se eu vivesse ali, meu colesterol estaria arruinado porque comeria todo dia aquela mistura infernal.

Viradas do Largo

Viradas do Largo

Viradas do Largo

Viradas do Largo Viradas do Largo

Viradas do Largo Viradas do Largo

Viradas do Largo

Melhor que a comida, só os dois dedos de prosa com Beth antes de vir embora. Pedi que me recomendasse um lugar onde comprar queijo Canastra pra trazer pra casa. A dica do endereço veio acompanhada de um conselho: “Olha, você sabe que mineiro conhece queijo no tapa, né? Pode pedir licença à vendedora e dar um tapa com vontade. Se sentir que está oco, esqueça. Se estiver firme, pode comprar”. É ou não é sensacional esse povo?

 

Pousada Brisa da Serra – Rua Santíssima Trindade 520 – Tiradentes
http://www.brisadaserra.com.br/
Estalagem do Sabor – Rua Ministro Gabriel Passos 280 - Tiradentes
Viradas do Largo – Rua do Moinho 11 - Tiradentes
http://www.viradasdolargo.com.br/

 

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Comentários:
em 04-01-2016
por: Carlos Alberto de Lima
E onde tem o tal queijo do tapa?
Tô indo lá pra conhecer!!!!!
em 06-01-2016
por: Constance
Oi, Carlos. Passei por algumas lojas de doces e queijos em Tiradentes nos últimos anos, já não me lembro exatamente qual foi a recomendada pela Beth. Mas uma boa dica é aproveitar a visita à região pra comprar um Catauá, vendido em algumas lojas ali - uma delas, a Rocambole & Cia.
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