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Sexta, 17 Janeiro 2014

Restaurante O Paparico, no Porto

O Paparico

Escrevendo sobre o Porto no post passado, me veio à memória um jantar sobre o qual acabei me esquecendo de comentar aqui. Foi no restaurante O Paparico, considerado por muitos um dos melhores da cidade.

O belo salão de paredes de pedra, habitado por mobiliário antigo, é o cenário onde se desenrola uma proposta voltada para o receituário da terra, mas sob a perspectiva de uma cozinha que o aborda com mais leveza e refinamento do que se costuma encontrar na média das casas mais tradicionais – fazendo-se acompanhar de um serviço muito eficiente e simpático, ainda que comandado por um maître um tanto afetado.

O Paparico

Ao chegar, encontramos à nossa espera uma série de entradas já dispostas sobre a mesa que nos fora reservada. Tentação à qual se acaba cedendo, mas que inflaciona a conta do jantar. A copita de cachaço de porco preto, o queijo de Azeitão e a terrine de vitela arouquesa com vinho do Porto valeram cada centavo. Já a salada de bacalhau com torradas de broa de milho e a salada de polvo não eram más, mas nada tinham de especial.

O Paparico

O Paparico   O Paparico

O Paparico

O melhor ainda viria. Mergulhado em azeite e acompanhado de batatinhas, o bacalhau se entregava às lascas, revelando nas pontas uma gostosa crosta com o gosto da brasa. À parte, uma porção de grelos salteados que, em sua simplicidade, era a perfeição.

O Paparico

O Paparico

O arroz de tamboril era caldoso, uma delícia. Os nacos de peixe, tenros e saborosos.

O Paparico

As sobremesas, bolo de castanha com jeropiga (bebida que acompanha as castanhas na festa de São Martinho) e toucinho do céu com sorvete de limão, eram esquecíveis. Me arrependi de não ter pedido, no lugar delas, mais uma porção dos deliciosos grelos.

O Paparico

O Paparico

 

O PaparicoRua de Costa Cabral 2343

http://www.opaparico.com/

 

 

 

Terça, 14 Janeiro 2014

O poético Mercado do Bolhão, no Porto

Mercado do Bolhão

Aonde quer que eu vá, algum mercado há de cruzar meu caminho. Dos tantos que visitei no ano passado, de Paris a Cusco, de Barcelona a Belo Horizonte, um dos que mais me marcaram a memória foi o centenário Mercado do Bolhão, no Porto.

É evidente a degradação do espaço. Mas me parece indiscutível a beleza que habita suas galerias, que, se não me engano, completam cem anos de existência em 2014. Não me refiro apenas a seu valor arquitetônico, mas à  beleza da vida acontecendo em seus corredores, real, sem maquiagem. O Bolhão me soa como uma grande dama que envelheceu sem se submeter a intervenções que decerto lhe dariam um sopro de leveza e renovação, mas possivelmente levariam embora a verdade de suas marcas.

Pra mim, que vislumbro alguma poesia nas coisas que o tempo desbota, foi um imenso prazer andar por ali. Admirar os detalhes da construção e imaginá-la em outros tempos. Parar em cada banca, observar as pessoas. Comprar cerejas. Comer sardinhas, rissóis de camarão e pastéis de bacalhau. Naturalmente, não foram os melhores que já experimentei. Mas, naquele momento, nem precisavam ser.

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Mercado do Bolhão

Pra quem tiver interesse em fazer uma viagem às entranhas do Mercado do Bolhão, sugiro uma visita a este site do fotógrafo Ramón Ruiz, que descobri por acaso. Com cinco galerias de fotos, é um mergulho profundo na alma do decadente, mas imensamente poético mercado.

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