Pra quem quiser me visitar....
  • Aïoli no Bistrot du Paradou
  • “Redefinindo Sustentabilidade”: Parabere Forum chega à terceira edição debatendo a igualdade de gênero na gastronomia
  • Lenha no fogão: comida e memória no sul de Minas Gerais
  • A Casa do Porco Bar: Jefferson Rueda finalmente em casa
  • Restaurante Roberta Sudbrack fecha as portas no Rio de Janeiro: o fim pode ser uma ponte?
  • Padaria da Esquina, a nova casa de Vitor Sobral em São Paulo: minhas impressões
  • Provence: o mercado de Saint-Rémy
  • A hora do chá no Le Meurice, em Paris
  • Berlim, de bocado em bocado
Sábado, 19 Novembro 2011

Château Richeux: nos domínios do chef Olivier Roellinger

Les Maisons de Bricourt

Quando escrevi sobre minha passagem pelo norte da Bretanha, mencionei que um dos meus grandes interesses na região era ver de perto o universo de um dos mais respeitados chefs da França, Olivier Roellinger, figura por quem tenho tremenda admiração. À época, não podia contar mais detalhes porque estava trabalhando numa matéria a respeito dessa viagem pro jornal O Globo, que foi publicada no último sábado, no caderno Ela. Conto agora.

Les Maisons de Bricourt

Elegi como base nesse séjour bretão o Château Richeux, integrante do Les Maisons de Bricourt, Relais & Châteaux de Roellinger. Adianto que tudo que eu possa dizer aqui sobre aquele lugar é pouco. Há algo ali que as palavras não alcançam, não são capazes de traduzir. Mas vou tentar levá-las até onde elas possam ir. Trata-se de uma propriedade encravada numa falésia em St-Méloir-des-Ondes, debruçada sobre a imensidão do mar que banha Bretanha e Normandia, no extremo oposto e menos conhecido da baía do Mont St-Michel. Do terraço, acompanha-se o mágico ir e vir das marés. Nos dias mais claros, avista-se, ao longe, a silhueta da famosa ilhota. Cenário único.

Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt

Les Maisons de Bricourt

A natureza é personagem fundamental. O poder da terra está presente no dia-a-dia de quem se hospeda no Château Richeux. No quarto, o hóspede recebe as boas-vindas com flores dos belos jardins, maçãs do pomar e um par de galettes cancalaises, receita exclusiva que homenageia uma das coisas que a região tem de melhor: a manteiga. Uma carta o convida a observar as marés e a saborear a brisa daquele lugar mágico. Ao acordar, vê surgir entre as árvores a fumaça do forno a lenha construído por Roellinger e sabe que dali sairão os pães que estarão à mesa do café da manhã minutos depois. Fica claro que o luxo ali assume significados bem distintos do que sugerem os verbetes dos dicionários. Está nas pequenas coisas. E isso não acontece por acaso.

Château Richeux Château Richeux

Château Richeux

Château Richeux Château Richeux

Château Richeux

Cada um desses detalhes reflete as escolhas de um chef que lida com a natureza que o cerca com respeito reverencial. Homem simples e generoso, que, depois de chegar aonde todo cozinheiro almeja chegar, e alcançar os cobiçados macarons do Guia Michelin, decidiu a rever prioridades em sua vida e pôr o homem à frente do chef. Em 2008, “devolveu” suas estrelas e fechou seu restaurante em Cancale. Segue com o Le Coquillage, restaurante mais simples que mantém no interior do hotel, cuja cozinha rende homenagem à região, valoriza os produtos daquela terra (especialmente, os peixes e frutos do mar, mas não só eles) e tem como um de seus traços a marcante presença das especiarias – uma das maiores paixões de Roellinger.

Le Coquillage

Le Coquillage Le Coquillage

A cada prato do meu jantar, revelava-se uma cozinha cheia de delicadeza, que evidencia o melhor de cada ingrediente. Da cavalinha marinada no amuse bouche às deliciosas sardinhas que contracenam com tomates incrivelmente doces. Do soberbo lieu defumado ali mesmo (no forno construído pelo chef no jardim) ao bar de ligne (que, se não me engano, é parente do robalo) com uma espécie de chantilly pulverizado com baunilha de Papouasie. Os belos carrinhos de queijos e de sobremesas eram só a cereja do bolo...

Le Coquillage

Le Coquillage Le Coquillage

Le Coquillage

Le Coquillage Le Coquillage

Mas os domínios de Roellinger não se restringem ao Château Richeux. O chef mantém no centro de Cancale uma pâtisserie que é uma verdadeira joia e, ainda, uma loja de especiarias, que tem sucursais em Saint Malo e Paris. Só que isso é assunto pro próximo post...

 

Château Richeux / Les Maisons de Bricourt
http://www.maisons-de-bricourt.com/

As atualizações do blog também estão no meu twitter

 

Deixe seu comentário:
© 2012 Pra quem quiser me visitar - Todos os direitos reservados - Design de Branca Escobar

Envie para um amigo:

*
*

Fale comigo:

*

Assinar Newsletter:

Remover email: