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Segunda, 26 Setembro 2011

De marché em marché

Toda viagem minha tem que ter alguma visita a um mercado local. Nessa passagem pela França, houve dois especialmente que me marcaram. Experiências completamente opostas, mas igualmente interessantes.

Em Paris, o Marché des Enfants Rouges, no Marais (pendência antiga que tinha com a cidade, visita que já vinha adiando há alguns anos), me deixou absolutamente encantada. Fui num sábado pela manhã e aproveitei pra almoçar por lá. Faço aqui um parêntese. Não sou dada a multidões, portanto, não costumo me divirtir muito em lugares turísticos demais, lotados demais. Escolher um sábado pra ir ao Marais, dia em que o bairro fervilha, contrariaria minha cartilha. Mas há que haver exceções em toda regra. E esta é, certamente, uma das minhas favoritas. Há algo de vibrante nas ruas do bairro nos dias de sábado, uma atmosfera de joie de vivre que impregna cada esquina e que me faz voltar sempre e rir de orelha a orelha por estar ali, no meio daquela celebração. Neste último sábado, como dizia, aproveitei pra ir ao Marché des Enfants Rouges, que, se não me engano, é o mais antigo mercado de Paris.

Infelizmente, por um descuido infantil, perdi praticamente todas as fotos que fiz nessa visita. Mas trago tudo aquilo colado na minha retina. Flores, frutas, verduras, cogumelos, pães, crepes, geleias, queijos. Bancas de comida de todo tipo: marroquina, japonesa, libanesa, italiana, africana, antilhana... Uma mistura boa, bonita de ver, que tem sua apoteose nos espaços povoados por mesas e cadeiras, onde dezenas de pessoas se acotovelam diante de pratos coloridos. Sentamos no meio daquela gente toda e devoramos, felizes, uma perfumada tagine de frango com azeitonas e limão e, ainda, um cuscuz bastante razoável, coroado por uma deliciosa merguez. Já comi cuscuz melhor? Sim. Mas, naquele momento, era ali que eu queria estar. Não trocaria por nada.

Bastante diferente foi minha experiência no mercado central (recentemente restaurado) da pequena Dinan, na Bretanha. A pacata cidadezinha oferece suas vielas pontuadas de casinhas de pedra e madeira aos turistas que a alcançam. Lugar de uma beleza comovente. O mercado segue o ritmo da cidade, sem urgência. Cheguei a cerca de uma hora de fecharem para a sesta e encontrei-o quase vazio, silencioso. Um convite à contemplação. Caminhei sem pressa e fui atendida como se tivéssemos todo o tempo do mundo.

Sentei ali e comi uns pares de folhas de uvas recheadas que me pareceram as melhores da minha vida. Provavelmente, não eram. Mas saboreá-las naquele lugar fez com que passassem a ser...

 

Marché des Enfants Rouges – 39 rue de Bretagne - Paris
La Cohue – Entrada pela rue de la Ferronnerie ou pela rue du Petit Pain - Dinan
http:/la-cohue.com/

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